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Redesenho de territórios comerciais

Imagine tentar melhorar a eficiência da sua força de vendas sem mexer demais no que já funciona.

Parece contraditório, mas é exatamente assim que nascem os melhores projetos de revisão de territórios comerciais. 

Tudo começa com uma pergunta

O território atual está equilibrado em esforço, em potencial, em cobertura, em tempo de deslocamento?

Sinais de que o território poderia ser otimizado:

  • Vendedores sobrecarregados em algumas regiões
  • Áreas promissoras pouco visitadas
  • Diferenças grandes de resultado que não se explicam só por performance individual
  • Crescimento que “esticou” a estrutura original

Como ganhar eficiência com o menor grau possível de ruptura?

O retrato atual, sem atalhos

Antes de redesenhar qualquer linha no mapa, é preciso entender o território como ele é, não como ele deveria ser.

Aqui entram análises macro, normalmente por município:

  1. Base de clientes atendidos
  2. Histórico de vendas
  3. Número de pedidos, itens, faturamento
  4. Métricas por vendedor
  5. Estimativas de market share com base em potencial de consumo
  6. Penetração por canal e categoria

O resultado é um painel de realidade, que revela desequilíbrios e oportunidades.

Um novo território

Muitas empresas nunca tiveram um mapa digital oficial de territórios e já partem para soluções caras e complexas de Go-to-Market. Em outros casos, a estrutura existe, em planilhas, regras informais e na cabeça das pessoas.

Aqui o trabalho é quase arqueológico:

  • Interpretar critérios internos
  • Entender como clientes foram distribuídos
  • Reconstruir cartograficamente a atuação real
  • Validar com quem vive o território no dia a dia

Essa etapa costuma gerar um efeito curioso. Pela primeira vez, todo mundo olha para o mesmo mapa e diz, “então é assim que estamos operando”.

Otimizar sem desmontar

Agora sim entra o redesenho, sem rasgar tudo e começar do zero.

A lógica aqui é preservar o que faz sentido e ajustar o que gera desperdício:

  • Balancear carga de trabalho por território
  • Reduzir deslocamentos desnecessários
  • Alinhar potencial de venda com carteira atendida
  • Criar cenários comparativos, antes e depois

É nessa fase que surgem perguntas como:

  1. Faz sentido esse vendedor percorrer tudo isso?
  2. Por que áreas com alto potencial recebem menos visitas?
  3. Onde estamos pagando caro em esforço para pouco retorno?

O output é uma proposta clara, justificada por dados, e sobretudo defensável internamente.

Quando o município vira um universo próprio

Na grande maioria dos casos, o território comercial vai ser o território de um ou mais municípios.

Mas quando entramos nas cidades grandes, com alta densidade populacional, potencial reprimido, partimos para recortes intramunicipais:

  • Análise intramunicipal
  • Distribuição geográfica dos clientes
  • Tempo real de deslocamento
  • Carga estimada de atendimento

O resultado são recortes internos, permitindo múltiplos vendedores atuando de forma complementar, sem sobreposição e sem conflito. É aqui que o território deixa de ser político e passa a ser operacional.

Cronograma realista, não otimista

Projetos assim levam tempo porque exigem validação, conversa e ajuste fino. 

Normalmente algo entre 10 e 12 semanas, passando por:

  1. Diagnóstico
  2. Reconstrução
  3. Otimização
  4. Detalhamento fino
  5. Validação final

Entregáveis

  • Diagnóstico
  • Tabelas
  • Mapa final

O maior ganho acontece quando a empresa passa a entender o próprio território como um ativo estratégico, não como um legado imutável.

Decisões deixam de ser defensivas e passam a ser conscientes. 

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