

Em artigo anterior para o Acelera Varejo, abordei a disparada no perfil de domicílios unipessoais, um jeito bacanudo de descrever lares compostos por apenas uma pessoa.
Morar sozinho não é a mesma coisa que viver sozinho
Essa diferença tem confundido muita gente, que ainda tem a imagem de “Casal com filhos” como a típica família brasileira.
Quem acompanhou nossa campanha de natal de 2025, deve ter observado que a solidão é um coadjuvante que está virando protagonista.
Talvez na correria do dia a dia, viver sozinho seja mais prático, há tempo para autocuidado, tempo para se fechar um pouco do mundo.
Mas, em datas especiais como o natal, essa condição emerge e nos leva buscar conexões que os especialistas chamam de “família extensa”, formada por amigos e outras figuras de afinidade.
Até que me deparei com a notícia de que um app voltado para pessoas que moram sozinhas em cidades grandes está viralizando na China.
Nele você define uma rede de amigos e todos os dias deve apertar um botão que confirma que está tudo bem.
Se ficar dois dias sem apertar o botão, seus amigos são avisados, simplesmente genial.
A lógica do app não é uma rede social de interações, mas exatamente a falta delas e quem são as pessoas especiais que devem saber que algo de errado não está certo na sua vida.
Quem criou o app entendeu perfeitamente o que são as conexões que faltam a quem vive sozinho.
Aqui no Brasil, esse é o perfil de domicílios que mais cresce
Um mercado bilionário está em formação para aqueles que entenderem o sentimento e as necessidades que emergem desse estilo de vida.
E não estou falando do famigerado pacote de pão de forma pela metade.
Quase todos os negócios pensam que a conexão é entre a marca e o consumidor, quando a nuance está em promover conexões entre seus consumidores, formar comunidades.
Tais mudanças de percepção não são fáceis, por isso, eu antecipo que veremos novas marcas e redes nascendo para atender a esse novo mercado, criando vantagens reais sobre empresas estabelecidas, pois serão capazes de emitir sinais emocionais profundos, perceptíveis somente por quem vive essa dinâmica.
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